Estudo em pacientes chagásicos do Norte de MG


21.05.2015

A Doença de Chagas ainda é comum em nosso meio, apesar da transmissão da doença ter sido praticamente eliminada. A forma cardíaca da doença é denominada cardiopatia chagásica. É uma condição com alto impacto na qualidade de vida dos pacientes e risco de mortalidade. Sua gravidade varia muito e a estratificação do risco de progressão e morte continua a ser um desafio. Apesar de escores prognósticos complexos estarem disponíveis, faz‑se necessário o desenvolvimento de modelos de baixo custo, fácil aplicabilidade e adequado para uso na atenção primária em saúde.

Nesse sentido, está sendo conduzido um estudo de coorte cujo objetivo é desenvolver marcadores simples para prognóstico da cardiopatia chagásica com base em resultados de eletrocardiograma (ECG), associado a informações clínicas e níveis séricos de peptídeo natriurético tipo B (BNP). O estudo incluiu 2.157 pacientes com diagnóstico de Doença de Chagas residentes em 21 cidades da região Norte de Minas Gerais, identificados a partir de exames de ECG digital realizados pela RTMG. Os pacientes estão sendo recrutados desde julho de 2013. O tempo de acompanhamento é de no mínimo 2 anos, com 2 visitas. A segunda visita será iniciada em agosto de 2015. Nas visitas, o paciente participa de entrevistas, coleta de sangue, realização de ECG e ecocardiograma.

O algoritmo de prognóstico será desenvolvido baseado no status cardíaco, previamente estabelecido, existência e desenvolvimento de novas anormalidades no ECG, presença de comorbidades, avaliação da qualidade de vida e resultados de testes laboratoriais. Acredita-se que o algoritmo testado será útil no tratamento e manejo de pacientes com doença de Chagas pela atenção básica em saúde.

Este projeto é coordenado pela Dra. Ester Cerdeira Sabino (USP) em parceria com a Profa. Dra. Clareci Cardoso, coordenadora do polo São João Del-Rey da RTMG e financiado pelo National Institutes of Health (NIH).

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Imagem: http://novotempo.com

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